quinta-feira, 14 de maio de 2015

Quando as crianças são vítimas - entrevista a Cristina Soeiro

Quando as crianças são vítimas

Maio 13, 2015 às 8:00 pm | Na categoria A criança na comunicação social | Deixe o seu comentário
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Entrevista da Visão  a Cristina Soeiro no dia 2 de maio de 2015.
Alberto Frias
A investigadora da Escola de Polícia Judiciária analisa as causas que levam os pais a agredir mortalmente os filhos e defende uma intervenção mais eficaz, com os meios disponíveis
Por Clara Soares
Henrique, de seis meses, foi assassinado pelo pai; Maria Isabel, com dois anos, foi espancada até à morte pelo padrasto. Estão a aumentar os casos de violência extrema contra crianças?
A trabalhar no sistema de justiça há 25 anos, Cristina Soeiro tem, pelo menos, uma certeza: hoje há uma maior consciência social dos maus-tratos no seio da família.

continuar a ler  https://criancasatortoeadireitos.wordpress.com/2015/05/13/quando-as-criancas-sao-vitimas/

terça-feira, 31 de março de 2015

Cobrança de alimentos - UE autoriza Reino da Dinamarca a ratificar



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DECISÕES

DECISÃO (UE) 2015/535 DA COMISSÃO de 27 de março de 2015

que autoriza o Reino da Dinamarca a ratificar a Convenção, de 23 de novembro de 2007, sobre a Cobrança Internacional de Alimentos em Benefício dos Filhos e de Outros Membros da Família
[notificada com o número C(2015) 1994]
(Apenas faz fé o texto em língua dinamarquesa) 

sexta-feira, 6 de março de 2015

Congresso de DIREITO da FAMÍLIA e das CRIANÇAS


Pode consultar o programa e custos associados aqui:
http://cfc.admeus.net/?page=35

10 de Setembro

9h30
Apresentação do Congresso
Paulo Guerra, Juiz Desembargador, Coordenador Científico do Congresso
Presidente de mesa e moderação: Álvaro Laborinho Lúcio, Juiz Conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça
Tema I - Sobre o casamento, o Divórcio e a Filiação
9h45
O novo figurino do Divórcio – substantivo e processual - em Portugal após a Lei n.º 61/2008
Sandra Passinhas, Professora Universitária na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
10h20
Aspetos patrimoniais do Divórcio 

João Guilherme Pires da Silva, Juiz Presidente da Comarca de Santarém
11h00
Coffee Break

11h15
Avaliação e controlo do risco na Violência Doméstica

Teresa Magalhães, Professora Universitária na Faculdade de Medicina da Universidade do Porto - Departamento de Medicina Legal e Ciências Forenses - e Perita do Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses, I.P.

11h50
Os novos caminhos legislativos, doutrinários e jurisprudenciais da paternidade, maternidade e filiação

Rafael Vale e Reis, Professor Universitário da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra
Debate
Pausa para almoço
Tema II - Sobre as Providências Tutelares CíveisPresidente de mesa e moderação: Anália Torres, Professora Catedrática de Sociologia do Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas da Universidade de Lisboa
Responsabilidades Parentais
14h30
A Avaliação da dinâmica familiar como elemento essencial na definição do regime adequado a cada criança em sede do exercício das Responsabilidades Parentais

Catarina Ribeiro, Psicóloga, Docente da Universidade Católica do Porto e do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar - Universidade do Porto

15h10
Quando as quatro mãos não embalam o berço – parentalidades interrompidas ou não assumidas

Rui Alves Pereira, Advogado e co-fundador da Associação «A Voz da Criança»
15h45
Coffee Break
 Mediação Familiar

16h00
Mediação Familiar - uma solução para conflito parental?
Anabela Quintanilha, Advogada e Mediadora Familiar
Adoção
16h30que pode mudar no regime da adoção em Portugal
Lucília Gago, Procuradora Geral Adjunta, Docente do Centro de Estudos Judiciários e Presidente da Comissão prevista no n.º 6 da Resolução do CM n.º 37/2013, datada de 11 de Junho de 2013
Debate
11 de Setembro

Tema II - Sobre as Providências Tutelares Cíveis (cont.)
Presidente de mesa e moderação: Clara Sottomayor, Juíza Conselheira do Supremo Tribunal de Justiça
Apadrinhamento Civil
9h30Apadrinhamento Civil – potencialidades do instituto e razões para a sua invisibilidade no sistema
Rui do Carmo, Procurador da República e Membro do Observatório Permanente da Adoção
Tema III - Sobre o Direito das Crianças e Jovens
Promoção dos direitos e proteção das crianças em perigo
10h10O papel do sistema de promoção e proteção de crianças em Portugal – o definitivo balanço de 14 anos de vigência
Armando Leandro, Juiz Conselheiro jubilado do Supremo Tribunal de Justiça e Presidente da Comissão Nacional de Crianças e Jovens em Risco
11h00
Coffee Break

11h15
A avaliação das capacidades parentais – o que são os vínculos afetivos próprios da filiação?
Daniel Sampaio, Diretor do Serviço de Psiquiatria do Hospital Santa Maria e Professor Catedrático de Psiquiatria e Saúde Mental da Faculdade de Medicina de Lisboa
Debate
Pausa para almoço
Presidente de mesa e moderação: Joana Marques Vidal, Procuradora-Geral da República
A intervenção tutelar educativa
14h30A primeira revisão da Lei Tutelar Educativa
António Fialho, Juiz de Direito na Secção de Família e Menores da Instância Central do Barreiro da comarca de Lisboa
15h15A medida de internamento da Lei Tutelar Educativa – sentido e potencialidades
Maria João Leote de Carvalho, Investigadora – CESNOVA, Centro de Estudos em Sociologia, Universidade Nova de Lisboa
16h00Coffee Break
Tema IV - Os Novos Rumos do Direito da Família e das Crianças
16h15Jorge Duarte Pinheiro, Professor Universitário da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa
Debate
17h30Leitura das Conclusões do Congresso

terça-feira, 3 de março de 2015

LTE - Declaração de rectificação

Diário da República, 1.ª série — N.º 43 — 3 de março de 2015 
 ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA

 Declaração de Retificação n.º 9/2015

 «Para os devidos efeitos, observado o disposto no n.º 2 do artigo 115.º do Regimento da Assembleia da República, declara -se que a Lei n.º 4/2015, de 15 de janeiro, que procede à primeira alteração à Lei Tutelar Educativa, aprovada em anexo à Lei n.º 166/99, de 14 de setembro, publicada no Diário da República, 1.ª série, n.º 10, de 15 de janeiro de 2015, saiu com as seguintes incorreções, que assim se retificam: No n.º 5 do artigo 158.º -A da Lei Tutelar Educativa, aditado pelo artigo 2.º da Lei n.º 4/2015, de 15 de janeiro:

Onde se lê:

«A supervisão intensiva é executada em meio natural de vida ou, em alternativa, e sempre que possível, em caso de autonomia, gerida pelos próprios serviços de reinserção social, por entidades particulares sem fins lucrativos, ou por organismos da Segurança Social, mediante formalização de acordos de cooperação, assegurando -se em qualquer casa a supervisão do período pelos serviços de reinserção social.»

deve ler -se:

«A supervisão intensiva é executada em meio natural de vida ou, em alternativa, e sempre que possível, em casa de autonomia, gerida pelos próprios serviços de reinserção social, por entidades particulares sem fins lucrativos, ou por organismos da Segurança Social, mediante formalização de acordos de cooperação, assegurando-se em qualquer caso a supervisão do período pelos serviços de reinserção social.» No n.º 5 do artigo 158.º -A da Lei Tutelar Educativa, constante da republicação:

Onde se lê:

«A supervisão intensiva é executada em meio natural de vida ou, em alternativa, e sempre que possível, em casa de autonomia, gerida pelos próprios serviços de reinserção social, por entidades particulares sem fins lucrativos, ou por organismos da Segurança Social, mediante formalização de acordos de cooperação, assegurando -se em qualquer casa a supervisão do período pelos serviços de reinserção social.»

deve ler -se:

«A supervisão intensiva é executada em meio natural de vida ou, em alternativa, e sempre que possível, em casa de autonomia, gerida pelos próprios serviços de reinserção social, por entidades particulares sem fins lucrativos, ou por organismos da Segurança Social, mediante formalização de acordos de cooperação, assegurando -se em qualquer caso a supervisão do período pelos serviços de reinserção social.»

Assembleia da República, 25 de fevereiro de 2015. — O Secretário -Geral, Albino de Azevedo Soares.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Circuncisão, cultura, direitos das crianças e da família

Circuncisão oral

Nova Iorque às voltas com o estranho ritual da circuncisão com sucção oral Jorge Dan Lopez, Reuters

A câmara de Nova Iorque cedeu às pressões da comunidade rabínica que defende a ancestral prática da “circuncisão com sucção oral” e prepara-se para votar o fim da obrigatoriedade de uma autorização por escrito antes do ritual do metzitzah b’peh.

O presidente da câmara nova-iorquina, Bill de Blasio, estendeu por três meses uma moratória que dispensa os mohels (judeus ultra-ortodoxos que praticam o ritual da cincuncisão com sucção oral) de obterem o consentimento por escrito dos pais ou tutores das crianças.

Uma solução legislativa nesse sentido deverá ser lavrada em junho, quando a matéria for votada. Membros da comunidade rabínica e médicos vão trabalhar em simultâneo para erradicar eventuais perigos para a saúde implicados no ritual.Os mohels defendem-se com um manual de rigorosos procedimentos que vão desde a esterilização das mãos, testes médicos de herpes e lavagens bocais.

Trata-se de uma situação que coloca frente-a-frente a ancestralidade de uma prática, que é defendida pela comunidade ultra-ortodoxa, com os problemas médicos assinalados em várias crianças desde o ano de 2000.

De acordo com o registo das autoridades de saúde de Nova Iorque, nestes 15 anos pelo menos 17 bebés terão sido infetados com herpes durante o ritual em que o sangue do seu pénis é sugado pelos mohels.

Os ultra-ortodoxos argumentam que a causa poderá não estar devidamente atribuída. É um caso que poderá obrigar a uma inquirição mais científica, exigindo amostras de AND dos mohels. Uma comissão de rabinos identifica o sacerdote que praticou o ritual. Provando-se que determinado mohel infetou a criança, ficará impedido de voltar a celebrar o metzitzah b’peh.

Já em 2012 a questão havia sido levantada, era então mayor da cidade Michael Bloomberg. A administração de Bloomberg procurou impor a autorização por escrito, um documento em que os pais ou responsáveis pelas crianças confirmavam ter conhecimentos dos riscos que a prática da circuncisão com sucção implicava para os seus bebés.

A medida enfrentou a recusa dos ultra-ortodoxos e uma decisão definitiva acerca destes procedimentos arrasta-se há três anos.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Adopção por pessoas do mesmo sexo - Brasil


"A presidência da Câmara dos Deputados instalou, nesta quarta-feira (11), uma comissão especial para tratar de um polêmico projeto de lei (6583/2013), de autoria do deputado pernambucano Anderson Ferreira (PR), que institui o Estatuto da Família. A controvérsia da proposta gira em torno do artigo 2º, que tipifica a família apenas como núcleo social formado a partir da união entre um homem e uma mulher por meio de casamento ou união estável, ou ainda por comunidade formada por qualquer dos pais e seus descendentes".

Continuar a ler 
http://www.tribunahoje.com/noticia/132102/politica/2015/02/13/projeto-que-proibe-adoco-de-criancas-por-casais-gays-ganha-forca.html


Crianças e a guerra israelo-palestina

Israel libertou Malak, a rapariga de 14 anos presa por atirar pedras

A crença nas crianças possuidoras de demónios na Guiné Bissau



"Há quem diga que nascem com «pouca sorte», mas para grande parte da população da Guiné-Bissau, uma criança com deficiência, desnutrida, gémea, albina, com doença crónica ou simplesmente feia demais, é um foco de maldição no seio familiar, que tem que ser eliminado. Os guineenses acreditam que estas crianças, que apelidam de Irã, não são humanas e trazem associados determinados poderes enviados pelo demónio, que podem ser responsáveis por um conjunto de males para a família e para a comunidade. Por isso, organizam cerimónias para as matar. Assim, literalmente, e de forma fria e impessoal.

O exemplo de José (nome fictício) é paradigmático. O menino esteve bem nos primeiros meses de vida, até contrair a malária. Os pais, sem instrução e com poucos recursos, não conheciam a doença, muito menos a forma de enfrentar os picos de febre do bebé. Como fazem muitos guineenses, sobretudo nas zonas rurais, resolveram levá-lo a um curandeiro, que o ‘tratou’ com mezinhas tradicionais. Resultado: a criança piorou e ficou com atraso no desenvolvimento. Talvez por sugestão do feiticeiro, o pai ficou convencido que o filho se tinha tornado Irã e começou a planear a melhor forma de o entregar à morte, deixando-o na margem do rio durante a maré baixa ou em cima de um ninho de térmitas. Sabendo dos planos do marido, a mãe do menino conseguiu entregá-lo à guarda das religiosas que trabalham em Bissau, para tentar travar a macabra tradição. Lamentavelmente, a criança não resistiu à doença e faleceu, antes de completar os dois anos.

Embora não existam estatísticas oficiais sobre as crianças Irã, um estudo recente do Ministério da Justiça guineense e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) nas regiões de Cacheu, Oio e setor autónomo de Bissau revela que 82 por cento das mulheres inquiridas admitiram que uma criança que nasce com deficiência é abandonada. Mas quando foi perguntado à população se era comum esta prática de infanticídio, apenas 46 por cento respondeu afirmativamente. O que significa, para os autores da investigação, que o «bota menino» (em crioulo) «não é reconhecido como um problema» pela sociedade da Guiné-Bissau".

ler texto na íntegra:http://www.fatimamissionaria.pt/artigo.php?cod=31516&sec=8

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Justiça Juvenil: a nova justiça do Texa

The Opinion Pages | EDITORIAL

The Texas Way on Juvenile Justice

Jornalistas devem proteger as crianças


Journalists must protect child rights

Meeting organised by MRDI, Unicef, NHRC told

Participants at a views exchange meeting titled ‘Ethics and principles in journalism: Children context’ organised by Management and Resources Development Initiative with support from Unicef and National Human Rights Commission at The Daily Star Centre in the capital  
Photo: Star
"Journalists should follow a code of ethics in presenting news so that it does not violate child rights and affect their psychological development, said media representatives and rights activists yesterday.
Each media house should arrange trainings for journalists to sensitise them to child rights, they viewed at a meeting titled “Ethics and principles in journalism: Children context” at The Daily Star Centre in the capital.
Management and Resources Development Initiative (MRDI) organised the event with support from Unicef and National Human Rights Commission (NHRC).
Addressing as chief guest, NHRC Chairman Mizanur Rahman said there should be some legal guidelines on what should be published or broadcast in media and what not."

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

http://pt.euronews.com/2015/01/20/comandante-rebelde-do-lra-ugandes-transferido-para-o-tpi-em-haia/

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Congresso Mundial_Participação de Marta Santos Pais_Violence against Childrem

texto: http://srsg.violenceagainstchildren.org/ 

SRSG Santos Pais calls for the strengthening of restorative justice for children in the World Congress on Juvenile Justice in Geneva

Photo: Carolina Guerrero / Marta Santos Pais Restorative Justice  
Congress
28/01/2015
"Restorative justice represents a paradigm shift in the way we envisage the justice system and its role in the safeguard of children's rights. Guided by the child's dignity and best interests, based on dialogue, negotiation and problem solving, restorative justice moves away from retributive and punitive approaches and focus on reparation and children's reintegration," stressed the SRSG in her statement to the Congress.
The World Congress on Juvenile Justice, co-organized by the Government of Switzerland and Terre des hommes Foundation on 26-30 January in Geneva, gathers about 900 participants from different parts of the world. The main objetives of the congress are to reaffirm and strengthen the implementation of applicable juvenile justice standards across the diversity of juctice systems and to prevent the criminalization of children; create a forum for dialogue to facilitate the exhange of good practices that respect the rights of the child in the implementation of judicial proceedings, including the social reintegration of children in contact with the justice system; and to improve international cooperation and follow-up in the field of juvenile justice and national protection systems.
Recalling the countless children deprived of liberty around the world, very often awaiting trial for long periods of time, the SRSG highlighted the benefits of restorative justice for children: "Restorative justice supports children's access to justice and to participation in proceedings that the child understands, trusts and feel empowered to use; a system that is ready to act and stand on behalf of children's rights, including when children are exposed to violence as victims, witnesses or alledged offenders."
As the SRSG study "Restorative justice for children" acknowledges, restorative processes demonstrate overwhelming positive results for the victim, the offender and the community at large. Young people who participate in restorative programmes show fewer tendencies towards risky and anti-social behavior and significantly lower rates of recidivism; and they are also more likely to return to school and to becoming active and productive members of society. Victims feel treated with respect, more likely to receive an apology and involved in a fair outcome. Moreover, restorative justice helps to reduce social costs and brings a high social return.
SRSG Santos Pais reiterated her support to Governments and other stakeholders in promoting restorative justice models, framed by sound national legislation aligned with international standards, supported by well coordinated institutions and actors, and implemented with adequate resources and well-trained professionals.
"With strong awareness raising and social mobilization initiatives, nations can promote child friendly attitudes and practices among justice profressionals and service providers, and sensitize the general public to the negative effects of punitive approaches and to the wide ranging benefits of restorative justice" added the SRSG.

More information about the World Congress on Juvenile Justice available here