sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Pena de morte - criança de 14 anos reabilitada 70 anos depois de ter sido executada

Georges Stinney tinha 14 anos quando foi executado, em 1944, por um hediondo homicídio de duas meninas, mas que não cometeu.
Stinney era criança e era negro: duas características que se conjugavam para que não conseguisse fazer ouvir a sua voz.

Os familiares e algumas outras pessoas nunca desistiram e Stinney foi - ao fim de 70 anos - finalmente declarado inocente.

Os culpados do assassínio das  meninas e do assassínio do menino, nunca foram responsabilizados.
A horda de feras que necessitava a todo o custo de um bode expiatório que, através da imolação, serenasse as inquietações os medos, foram provavelmente deitar-se tranquilos na noite da execução, alheando-se do facto de que algures perto de suas casas rondava o verdadeiro assassino.

Não há reabilitação legal que apague um erro, ou o remedeie. Nem a este, nem a muitos outros fruto da mesma cegueira.
A pena de morte nunca será uma opção capaz, nem de conter a criminalidade, nem de a prevenir, muito menos de fazer justiça.


Os EUA abolira, definitivamente a pena de morte para crianças quem tenha praticado o crime antes dos 18 anos. Sendo as estatísticas, no mundo inteiro continuam a ser punidas deste modo muitas crianças, muitas mais ficarão fora das estatísticas.

O acórdão que impossibilitou definitivamente a aplicação de pena de morte a crianças nos EUA pode ser lido aqui: Ropper vs Simmons - Supremo Tribunal dos Estados Unidos


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/tinha-14-quando-foi-condenado-e-executado-por-um-duplo-assassinio-sete-decadas-depois-tribunal-revoga-a-sentenca=f903352#ixzz3MLtgAmhT

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