Georges Stinney tinha 14 anos quando foi executado, em 1944, por um hediondo homicídio de duas meninas, mas que não cometeu.
Stinney era criança e era negro: duas características que se conjugavam para que não conseguisse fazer ouvir a sua voz.
Os familiares e algumas outras pessoas nunca desistiram e Stinney foi - ao fim de 70 anos - finalmente declarado inocente.
Os culpados do assassínio das meninas e do assassínio do menino, nunca foram responsabilizados.
A horda de feras que necessitava a todo o custo de um bode expiatório que, através da imolação, serenasse as inquietações os medos, foram provavelmente deitar-se tranquilos na noite da execução, alheando-se do facto de que algures perto de suas casas rondava o verdadeiro assassino.
Não há reabilitação legal que apague um erro, ou o remedeie. Nem a este, nem a muitos outros fruto da mesma cegueira.
A pena de morte nunca será uma opção capaz, nem de conter a criminalidade, nem de a prevenir, muito menos de fazer justiça.
Os EUA abolira, definitivamente a pena de morte para crianças quem tenha praticado o crime antes dos 18 anos. Sendo as estatísticas, no mundo inteiro continuam a ser punidas deste modo muitas crianças, muitas mais ficarão fora das estatísticas.
O acórdão que impossibilitou definitivamente a aplicação de pena de morte a crianças nos EUA pode ser lido aqui: Ropper vs Simmons - Supremo Tribunal dos Estados Unidos
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/tinha-14-quando-foi-condenado-e-executado-por-um-duplo-assassinio-sete-decadas-depois-tribunal-revoga-a-sentenca=f903352#ixzz3MLtgAmhT

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