terça-feira, 22 de julho de 2014

Sindicato de Crianças Trabalhadoras da Bolívia motiva alteração de Lei na Bolívia autorizando o trabalho infantil a partir dos 10 anos

Bolívia Crianças com dez anos já podem trabalhar legalmente

PARA CONHECER O SINDICATO DE CRIANÇAS TRABALHADORAS DE BOLÍVIA
http://www.pronats.de/assets/Uploads/unatsbo-solidaridad-espanol.pdf

http://www.bbc.co.uk/mundo/noticias/2014/07/140702_bolivia_lobby_ninos_sindicalistas_lav.shtml

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NA IMPRENSA …


As crianças com dez anos podem agora trabalhar legalmente na Bolívia, depois de ter sido assinado um decreto que reduz de 14 para os dez anos, em que uma criança pode trabalhar oficialmente. Este acordo tem como objetivo aumentar o redimento das famílias mais pobres, revela a BBC.
fonte:
http://www.noticiasaominuto.com/mundo/252174/criancas-com-dez-anos-ja-podem-trabalhar-legalmente

e, ainda


Crianças formam sindicato na Bolívia e mudam lei para permitir trabalho aos 10 anos

Da BBC Mundo

Aos 10 anos, o boliviano Yaguar Mamani Paredes já sabe como negociar seus direitos com o governo.
Paredes, que trabalha desde os seis vendendo sucos em um mercado de rua do bairro operário de Villa Fátima, na capital da Bolívia, La Paz, vem participando de várias reuniões com parlamentares do país para convencê-los sobre a necessidade da legalização do trabalho infantil.
O menino integra a União das Crianças e Adolescentes Trabalhadores da Bolívia (Unatsbo, na sigla em espanhol), um sindicato que neste mês conseguiu que a Assembleia Nacional aprovasse uma reforma do Estatuto da Criança e do Adolescente do país para reduzir a idade mínima de trabalho para dez anos em casos excepcionais.
Paredes trabalha diariamente das 16h às 21h. Ele sai da escola e vai ajudar sua mãe a vender sucos.
O menino diz que gosta de trabalhar. "Vendendo", diz, pois "aprende a somar e multiplicar" e com o dinheiro que ganha, sua mãe pode comprar para ele "material escolar".
Paredes só tem uma crítica à extenuante rotina. "Durmo muito tarde por causa do trabalho", lamenta.
O caso de Paredes está longe de ser único na Bolívia, onde, segundo as estimativas oficiais, mais de 800 mil crianças e adolescentes trabalham, ainda que, segundo a Unatsbo, esse número possa superar facilmente 1 milhão.
Nas cidades bolivianas, é comum ver crianças carregando bolsas nos supermercados, lustrando sapatos, vendendo mercadorias nas ruas, gritando os nomes das paradas dos ônibus e oferecendo-se para limpar os vidros dos carros nos semáforos.
Mas há outro lado do trabalho infantil menos visível ─ e perigoso para as crianças. Centenas delas trabalham como mineiros, pedreiros ou agricultores, cortando cana-de-açúcar ou quebrando castanhas.
Cientes dessa realidade, em 2000, as crianças trabalhadoras fundaram a Unatsbo para pedir que seus direitos fossem respeitados, embora só tenham ganhado maior relevância a nível nacional nos últimos meses.
O ponto de inflexão na trajetória desses meninos e meninas ocorreu em dezembro do ano passado. Eles saíram em passeata no centro da cidade, mas as imagens de repressão policial contra os manifestantes, que costumam ocorrer com frequência na Bolívia, dessa vez tiveram maior impacto por envolver menores de idade.
"Só estávamos defendendo os nossos direitos como crianças e adolescentes trabalhadores. Apesar de a reação desmedida da polícia, nossa voz foi finalmente ouvida", diz o delegado nacional da Unatsbo, Rodrigo Medrano, de 15 anos.

Encontro com o presidente

Unatsbo | Crédito: Senado Bolivia Facebook
Sindicato foi fundado em 2000
Medrano, que desde que tinha sete anos se dedica a vender chicletes e vitaminas, reconhece que a mobilização serviu para que o grupo ganhasse maior visibilidade. Tanto que, pouco tempo depois, foram recebidos pelo presidente boliviano Evo Morales que já declarou ter trabalhado quando criança. Morales diz ter sido pastor de ovelhas, vendido sorvetes e ajudado seu pai em tarefas agrícolas.
"O presidente defendeu a nossa luta porque quando jovem também era uma criança trabalhadora. Depois disso, houve maior interesse de senadores e deputados para que nos escutassem", lembra Medrano.
Desde então, as reuniões da Unatsbo acontecem a cada 15 dias e de forma virtual. Membros de nove departamentos (Estados) da Bolívia – menores de 18 anos – participam dos encontros online, durante os quais analisam a estratégia para negociar com legisladores a reforma do Estatuto da Criança e do Adolescente do país.
Foram dezenas de encontros com deputados e senadores da Assembleia Nacional e com a comissão que tratava da lei.
Para Medrano, no entanto, o maior obstáculo das conversas eram os convênios internacionais que a Bolívia firmou, como um acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) que proíbe que os menores de 14 anos trabalhem.
Unatsbo | Crédito: Senado Bolivia Facebook
Com apenas 15 anos, Medrano (de boné) negociou com parlamentares e se encontrou com Evo Morales
"São convênios firmados na ONU ou na OIT mas acredito que esses acordos sejam assinados sem ter passado muito tempo aqui na Bolívia e deveriam ser atualizados", defende.
Medrano diz estar orgulhoso com o êxito do sindicato e afirma que continuará lutando para que nenhum menor de idade seja explorado. Ele também propõe, em sintonia com o discurso do governo, atacar a origem do problema.
"Por que a criança ou o adolescente trabalha? Por causa da pobreza extrema, porque mora nas ruas. Por que esse problema não é solucionado, em vez de impedir o trabalho infantil?", diz Medrano.
Apesar de a pouca idade, o adolescente já fala como um líder sindical. Quando questionado sobre o que gostaria de fazer quando crescesse, a resposta foi direta.
"Meu sonho é continuar nessa luta. Espero que o movimento cresça e que daqui a algum tempo a sociedade se dê conta de que não somos seres de outro planeta e que nossos direitos sejam respeitados. Quero continuar a dedicar minha vida à luta social", conclui.
BOLIVIA INFANCIA

EL PAIS 

Niños trabajadores de Bolivia exigen que la nueva ley no limite el trabajo infantil

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ChiLdren’s CapaCity to taKe responsibility 

Research into young people’s lives in rural Bolivia indicates that from the ages of 13–16 years they are negotiating decisions about future work or education and, despite major structural constraints limiting their choices, are nevertheless exercising clear agency in deciding whether to stay at school or to start work, whether to work within the local community or to migrate to seek better financial possibilities, whether to opt for a rural or an urban lifestyle. Furthermore, they exhibit a strong sense of family responsibility and their choices are heavily influenced by the importance of balancing their own wishes with the needs of the family.This research highlights the fact that not only do young people of this age demonstrate the capacity to make informed choices based on realistic assessments of the options available to them, but that in doing so, they are aware of and able to take account of other perspectives than their own

Excerto de:
Jennifer Miller, Children as Change Agents
World Vision
Canada



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E no entanto

Bolivia es declarada territorio libre de analfabetismo por la Unesco

notícia de Telesur : http://www.telesurtv.net/articulos/2014/07/18/bolivia-es-declarada-territorio-libre-de-analfabetismo-por-la-unesco-4259.html


El Estado Plurinacional de Bolivia fue declarado por la Organización de Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco) territorio libre de analfabetismo. (Foto: Archivo)
Bolivia fue declarado por la Organización de Naciones Unidas para la Educación, la Ciencia y la Cultura (Unesco) territorio libre de analfabetismo, informó el viceministro boliviano de Educación, Noel Aguirre.
"En este momento estamos con una tasa de analfabetismo de 3,8 por ciento. Para que un país sea declarado libre de analfabetismo tiene que tener una tasa menor del 4 por ciento", explicó Aguirre, citado por Prensa Latina.
La nación suramericana alcanzó esta meta tras la aplicación del método Yo Sí Puedo, diseñado por Cuba y empleado en naciones como Venezuela, que fue declarada libre de analfabetismo en 2005.
El país continúa trabajando para llegar a las personas mayores de 60 años y, de esta manera, continuar reduciendo el nivel de analfabetos en el país.
Además, el programa de post-alfabetización en el que se cursan estudios hasta sexto grado de primaria, ha graduado a unas 26 mil personas. "Hay otro contingente de 120 mil, más o menos, que ya van a salir este año"
La nación suramericana alcanzó esta meta tras la aplicación del método Yo Sí Puedo, diseñado por Cuba y empleado en naciones como Venezuela, que fue declarada libre de analfabetismo en 2005.
teleSUR-PL-AVN/KP - CAhttp://sur1810.com/nota/11142/bolivia_fue_declarada_por_la_unesco_territorio_libre_de_analfabetismo/

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